
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as articulações com representantes de grandes plataformas digitais para enfrentar a disseminação de fake news e conteúdos manipulados durante as eleições de 2026. A iniciativa também coloca no centro do debate o uso da inteligência artificial e busca ampliar a colaboração entre a Justiça Eleitoral e as empresas de tecnologia.
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, convocou representantes das principais plataformas digitais para discutir mecanismos de cooperação capazes de reduzir a circulação de conteúdos falsos ou manipulados com potencial de interferir no processo eleitoral.
Como o TSE pretende combater fake news nas eleições de 2026?
A estratégia passa pelo diálogo direto com as empresas responsáveis pelas principais redes sociais e serviços digitais usados no país. O objetivo é fortalecer a atuação conjunta durante o período eleitoral e melhorar a resposta diante da circulação de desinformação.
Entre os principais temas colocados em discussão estão:
- combate à disseminação de fake news;
- cooperação entre o TSE e as plataformas digitais;
- uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral;
- enfrentamento a conteúdos falsos ou manipulados;
- medidas contra os chamados deep nudes;
- aplicação das regras eleitorais no ambiente digital.
Além disso, o TSE promoveu nesta terça-feira (14) uma oficina virtual com representantes de partidos políticos e plataformas digitais. O encontro tratou da comunicação eleitoral nas redes sociais e apresentou recomendações, boas práticas e regras para o uso responsável das ferramentas digitais durante as eleições de 2026.
O Tribunal já havia atualizado as normas sobre propaganda eleitoral para regulamentar o uso de inteligência artificial por partidos, candidatos e provedores de internet. Portanto, a aproximação com as plataformas ocorre dentro de uma estratégia mais ampla de enfrentamento à desinformação durante o processo eleitoral.
Por que os deep nudes preocupam a Justiça Eleitoral?
Uma das preocupações apresentadas nas discussões envolve os chamados deep nudes. A tecnologia permite manipular imagens para simular nudez e pode ser usada para criar conteúdos falsos envolvendo pessoas reais.
Segundo informações sobre a preparação do encontro, integrantes do TSE avaliam que as plataformas precisam agir de maneira mais efetiva para impedir a circulação desse tipo de material. O tema ganhou espaço nas discussões justamente diante do avanço das ferramentas de inteligência artificial e do risco de manipulação de conteúdos durante a campanha eleitoral.
Ao mesmo tempo, as regras aprovadas para as eleições de 2026 ampliaram a regulamentação sobre o uso da inteligência artificial na propaganda eleitoral. O TSE considera o combate à desinformação uma das prioridades para o pleito deste ano.
Com a aproximação entre a Justiça Eleitoral e as plataformas digitais, o TSE busca fortalecer mecanismos de prevenção e resposta diante de fake news e conteúdos manipulados. A cooperação com as empresas de tecnologia deve integrar as ações voltadas à proteção do processo eleitoral nas eleições de 2026.

