
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a defesa das urnas eletrônicas diante do avanço da desinformação na pré-campanha. Para isso, a Corte abriu equipamentos ao vivo, lançou uma série contra notícias falsas e ampliou a parceria com as plataformas digitais.
Além disso, o TSE promove, entre os dias 3 e 9 de agosto, a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa mobiliza os tribunais regionais eleitorais (TREs) e leva atividades a todas as regiões do país.
Com as ações, a Justiça Eleitoral pretende explicar como as urnas funcionam, apresentar os mecanismos de segurança e mostrar as etapas de fiscalização. Ao mesmo tempo, o tribunal busca responder rapidamente às informações falsas que circulam nas redes sociais.
Como o TSE mostrará a segurança das urnas?
Pela primeira vez, o TSE reuniu emissoras públicas e TREs das cinco regiões para abrir e desmontar uma urna eletrônica ao vivo.
Durante a transmissão, os técnicos mostraram os componentes internos do equipamento e explicaram cada etapa do funcionamento. Dessa forma, qualquer cidadão pôde acompanhar o procedimento e conhecer melhor o sistema eletrônico de votação.
Além da transmissão, a Semana Nacional promove:
- demonstrações do funcionamento das urnas;
- palestras e exposições;
- visitas guiadas;
- atividades educativas;
- ações contra a desinformação;
- eventos abertos ao público.
Com isso, o TSE amplia a transparência e aproxima a população da Justiça Eleitoral. Além disso, a programação dedica atenção especial aos jovens e aos eleitores que votarão pela primeira vez.
Como o tribunal combaterá as notícias falsas?
O TSE também lançou a série “Fato ou Boato, Viralizou”. A iniciativa reúne 11 conteúdos sobre as principais informações falsas relacionadas às eleições e ao sistema eletrônico de votação.
O tribunal publicará as matérias às segundas e quintas-feiras, até 6 de setembro. Assim, a Justiça Eleitoral pretende desmentir conteúdos enganosos antes que eles alcancem ainda mais pessoas.
Na primeira publicação, o TSE rebateu a falsa alegação de que ministros teriam comprado mais de 250 mil chips produzidos em Taiwan para fraudar as urnas.
Segundo o tribunal, a mensagem distorce informações sobre a fabricação dos equipamentos e não apresenta qualquer prova de fraude. Portanto, a Corte classificou o conteúdo como falso.
O que muda para as plataformas digitais?
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, assinou acordos com as principais plataformas digitais que atuam no Brasil. A partir disso, as empresas assumiram novos compromissos para combater conteúdos falsos, manipulados ou retirados de contexto.
Além disso, o tribunal determinou que as plataformas apresentem, até 16 de agosto, planos de conformidade para as Eleições 2026.
Nos documentos, as empresas deverão detalhar:
- medidas de transparência;
- ações para prevenir riscos;
- formas de acompanhar conteúdos eleitorais;
- mecanismos de combate à desinformação;
- providências adotadas durante a campanha.
Ao mesmo tempo, o TSE firmou uma parceria com o Google para ampliar o acesso a informações oficiais. O acordo prevê destaque para aplicativos da Justiça Eleitoral, capacitações, proteção digital e um canal para analisar denúncias.
Agora, o TSE concentra esforços para conter a desinformação antes do início oficial da propaganda eleitoral, marcado para 16 de agosto. Para isso, o tribunal combina informação, transparência, fiscalização e cobrança direta das plataformas.

