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Trump sabe que sou melhor que Bolsonaro, diz Lula em entrevista

Presidente brasileiro detalha os bastidores do encontro na Casa Branca

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Trump sabe que sou melhor que Bolsonaro, diz Lula em entrevista
Foto: Divulgação / Internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao jornal The Washington Post divulgada no último sábado (16), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sabe que ele é um líder superior a Jair Bolsonaro. A declaração ocorre após o encontro de três horas entre os dois mandatários na Casa Branca, em Washington, onde debateram a agenda bilateral e temas de política internacional.

“Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é um problema dele. Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso”, declarou o presidente brasileiro.

Bastidores do encontro entre Lula e Trump

Durante a entrevista, Lula revelou que utilizou o bom humor para quebrar o gelo na reunião realizada no último dia 7 de maio. Assim, o petista relatou que brincou com o republicano sobre a expressão séria dos retratos oficiais expostos na sede do governo americano.

“Se eu consegui fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também. Não dá para simplesmente desistir”, comentou Lula. A estratégia gerou resultados imediatos. Integrantes do governo brasileiro avaliaram o encontro como altamente positivo. Logo após a reunião, o próprio Trump classificou Lula como um presidente “dinâmico” e definiu a conversa como “muito produtiva”.

Diplomacia e diferença entre os presidentes

Ademais, Lula enfatizou que sua estratégia diplomática prioriza a defesa da soberania nacional, rejeitando qualquer postura submissa diante da potência norte-americana. “Quem abaixa a cabeça talvez não consiga erguê-la novamente. O Brasil tem muito orgulho do que é. Não precisamos nos curvar a ninguém”, disparou.

Apesar de defender uma relação de respeito mútuo, o presidente brasileiro fez questão de pontuar suas profundas divergências geopolíticas com o líder americano. Entre os principais pontos de discordância, Lula destacou:

  • oposição à guerra com o Irã;
  • objeção à intervenção na Venezuela;
  • condenação ao genocídio na Palestina.

Parceria comercial e pragmatismo

Portanto, mesmo com as diferenças ideológicas, a agenda de Estado avançou em temas práticos. No encontro, os dois líderes discutiram a revisão de tarifas comerciais, novos investimentos no setor de minerais críticos e o fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.

Por fim, Lula reiterou que o foco do Brasil é o pragmatismo institucional e a exigência de igualdade no tratamento diplomático. “O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui”, concluiu.

Redação Guararema News

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