
O senador Romário (PL-RJ) anunciou que não receberá seu salário durante o período em que estiver afastado de suas funções em Brasília para cobrir a Copa do Mundo. A renúncia, formalizada via ofício enviado à Presidência do Senado na última segunda-feira (29), abrange o período entre 11 de junho e 19 de julho. O objetivo da medida é abater o valor correspondente aos dias de ausência das atividades legislativas presenciais.
Decisão do senador Romário
O ex-jogador, contratado pela CazéTV desde o início de maio para atuar como comentarista, participou da sessão plenária desta terça-feira por videoconferência. O parlamentar afirmou, em sua fala, que tomou a decisão de forma voluntária. Ele garantiu que devolverá aos cofres públicos o montante referente aos dias de trabalho na Copa.
Assim, Romário disse que sua ausência física na capital federal não interrompe o mandato. O senador declarou que continua engajado em pautas legislativas, como a Proposta de Emenda à Constituição que visa extinguir a escala de trabalho 6×1.
Críticas nas redes sociais
A medida ocorre em meio a questionamentos sobre a presença do senador no Congresso. Desde fevereiro de 2026, início do calendário legislativo, o parlamentar trabalhou por dois meses. Assim, o histórico recente inclui uma licença de três meses, iniciada em 11 de dezembro do ano passado, com retorno ao cargo em 16 de abril.
Dessa forma, o salário bruto de um senador é de R$ 46,3 mil. Com 39 dias de cobertura da Copa do Mundo, período total da ausência, o valor não recebido pelo parlamentar deve superar R$ 60 mil, sem contar adicionais.

