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Governo propõe R$ 3 bi para zerar ICMS do diesel importado

União tenta segurar alta dos combustíveis com apoio dos estados

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Governo propõe R$ 3 bi para zerar ICMS do diesel importado
Foto: Divulgação / Prefeitura de Navegantes

O Ministério da Fazenda apresentou nesta quarta-feira (18), em Brasília, uma proposta para que os estados zerem o ICMS sobre a importação de diesel, com compensação parcial da União, com o objetivo de conter a alta dos combustíveis e reduzir o impacto direto no bolso da população. A equipe econômica levou a medida ao Confaz e estimou um custo total de cerca de R$ 3 bilhões por mês, dividido entre governo federal e estados, porque o preço do diesel pressiona toda a cadeia econômica.

Governo tenta frear alta do diesel

Primeiro, a Fazenda colocou o problema na mesa. Em seguida, apresentou a solução. O plano prevê que os estados suspendam a cobrança do ICMS sobre o diesel importado até o fim de maio. Ao mesmo tempo, a União entra com metade da compensação financeira.

Assim, o governo federal tenta dividir o peso da decisão e, ao mesmo tempo, acelerar um alívio imediato nos preços. Além disso, a equipe econômica reforçou que vai monitorar o mercado para garantir que a redução chegue ao consumidor final.

Pressão internacional acelera decisão

O cenário externo empurrou a decisão. Nos últimos meses, o preço do petróleo subiu com força, impulsionado por tensões no Oriente Médio. Como resultado, o diesel ficou mais caro no mercado internacional.

Consequentemente, o Brasil sentiu o impacto. Como o país importa cerca de 25 por cento do diesel que consome, qualquer aumento lá fora bate direto aqui dentro.

Diante disso, o governo reagiu. Primeiro zerou tributos federais. Depois criou incentivos à importação. Agora, avança e tenta envolver os estados na estratégia.

Estados demonstram resistência

Por outro lado, os estados não aceitaram a proposta de forma automática. Secretários de Fazenda levantaram preocupações e pediram cautela.

Eles argumentam que abrir mão de arrecadação afeta diretamente áreas essenciais, como saúde e educação. Além disso, lembram que nem sempre a redução de impostos se traduz em queda real nos preços ao consumidor.

Ainda assim, o governo mantém o diálogo aberto. A estratégia é clara, construir um acordo coletivo e evitar medidas isoladas. A discussão continua nos próximos dias.

Diesel impacta toda a economia

O diesel não anda sozinho. Ele carrega a economia inteira nas costas.

Quando sobe, o frete sobe. Em seguida, o preço dos alimentos reage. Logo depois, o custo de produção dispara. E, no fim da linha, quem paga a conta é o consumidor.

Por isso, o governo tenta agir antes que esse efeito dominó se intensifique. A ideia é simples, segurar o diesel agora para evitar uma inflação mais forte depois.

A proposta ainda depende da adesão dos estados, mas já mostra uma mudança de postura, mais rápida, mais direta e mais pragmática.

No fundo, o governo joga no curto prazo para proteger o longo. E, nesse jogo, cada centavo no diesel pesa como uma pedra no orçamento das famílias.

Redação Guararema News

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