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Dino cobra 21 partidos sobre destino de emendas

Ministro do STF dá dez dias úteis para dirigentes explicarem como participam da distribuição de recursos públicos

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Dino cobra 21 partidos sobre destino de emendas
Foto: Marcelo Camargo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou nesta quarta-feira (15) os presidentes dos 21 partidos com representação no Congresso Nacional. Ele quer que as siglas expliquem, em até dez dias úteis, como participam da definição e da destinação das emendas parlamentares.

Com a decisão, Dino amplia a cobrança por transparência sobre o uso desses recursos. Além disso, o ministro quer identificar se as cúpulas partidárias controlam cotas, reservas ou outros mecanismos internos para distribuir emendas.

O que Dino quer saber dos partidos?

Na decisão, Dino apresentou uma série de questionamentos aos dirigentes nacionais das legendas. Primeiro, o ministro quer saber se os presidentes dos partidos mantêm algum poder direto sobre a distribuição das emendas.

Caso esse controle exista, as siglas também precisarão detalhar como o sistema funciona. Além disso, deverão explicar quem toma as decisões, quais critérios utilizam e qual fundamento jurídico sustenta essas práticas.

Entre os pontos que os partidos terão de esclarecer estão:

  • a existência de cotas, reservas ou mecanismos de distribuição de emendas;
  • a finalidade desses recursos;
  • quem autoriza a destinação do dinheiro;
  • quais critérios orientam as decisões;
  • como os partidos formalizam essas escolhas;
  • qual base jurídica sustenta o procedimento.

Assim, o STF pretende identificar com mais precisão quem decide o destino das verbas públicas. Ao mesmo tempo, a Corte busca ampliar a rastreabilidade dos recursos e facilitar a fiscalização.

Quais partidos precisam responder ao STF?

A decisão alcança as 21 legendas que possuem representação no Congresso Nacional.

Entre elas estão Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSol, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.

Neste momento, porém, a intimação não representa uma acusação formal contra os partidos. Dino pediu informações para entender como as legendas participam da indicação e da distribuição das emendas.

Portanto, os dirigentes terão de apresentar documentos e explicações capazes de mostrar, de forma clara, como tomam essas decisões.

Por que o STF aumentou a fiscalização das emendas?

Nos últimos anos, o Supremo ampliou o controle sobre as emendas parlamentares. A Corte passou a exigir mais transparência, principalmente para identificar quem indica os recursos, quem recebe o dinheiro e onde as verbas são aplicadas.

Flávio Dino relata processos relacionados à transparência e à rastreabilidade dessas emendas. Por isso, o ministro tem cobrado medidas concretas do Executivo, do Legislativo e de outros envolvidos na distribuição dos recursos.

Além disso, o debate ganhou força depois que o STF considerou inconstitucional o modelo conhecido como orçamento secreto. Desde então, a Corte passou a acompanhar mais de perto a criação de mecanismos que permitam rastrear o dinheiro público.

Agora, Dino amplia essa fiscalização diretamente sobre os partidos. Ao cobrar respostas dos dirigentes nacionais, o ministro tenta esclarecer se as cúpulas partidárias também interferem na distribuição das emendas.

Com isso, o STF poderá identificar com mais clareza quem controla os recursos e quais critérios orientam essas decisões. As respostas dos 21 partidos também poderão ajudar a Corte a definir novos procedimentos de transparência e fiscalização.

Enquanto isso, as legendas terão dez dias úteis para responder aos questionamentos e detalhar como participam da destinação das verbas parlamentares.

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