
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de parte do inquérito contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado com dinheiro na cueca em 2020. O Procurador-Geral Paulo Gonet argumenta que a investigação não conseguiu comprovar a origem ilícita dos R$ 17,9 mil apreendidos com o parlamentar, além de não ter confirmado o uso de aviões da FAB no suposto esquema de desvio de recursos da saúde em Roraima. Dessa forma, a PGR pediu o encerramento das apurações relativas a lavagem de dinheiro e outros trechos.
Dinheiro na cueca
A PGR recomendou que os fatos remanescentes do inquérito (como suspeitas de fraude na compra de kits de teste rápido e sobrepreço em contratos de EPIs) sejam enviados para a Justiça Federal em Roraima. Gonet justifica o movimento afirmando que não há um “liame direto” entre as supostas irregularidades e o exercício atual do mandato de senador. Isso descaracteriza o foro por prerrogativa de função no STF, conforme a jurisprudência do Supremo.
Por fim, a Procuradoria-Geral da República solicitou que, ao receber o processo, a Justiça de Roraima realize novas diligências. A PGR sugere a quebra de sigilos bancário e fiscal, além da oitiva de outros alvos. O objetivo é aprofundar a investigação sobre a atuação do senador em favor de interesses empresariais de terceiros. Por fim, a decisão sobre o arquivamento parcial e o envio do restante do caso caberá ao ministro Flávio Dino, relator do inquérito no STF.

