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Comissão da Câmara aprova isenção de IR para profissionais da segurança

Proposta beneficia policiais, bombeiros, guardas municipais, peritos e agentes de trânsito; texto ainda passará por outras duas comissões da Câmara

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Comissão da Câmara aprova isenção de IR para profissionais da segurança
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (14), uma proposta que concede isenção do Imposto de Renda sobre a remuneração de profissionais da segurança pública. O benefício previsto no Projeto de Lei 1.229/2026 vale para rendimentos recebidos exclusivamente pelo exercício das funções e alcança também servidores da reserva e inativos.

O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado Capitão Alden (PL-BA), na forma de um substitutivo ao texto apresentado pelo deputado Pedro Aihara (PRD-MG). Com isso, a proposta ampliou o grupo de profissionais que poderá receber a isenção caso o projeto seja aprovado definitivamente e vire lei.

Quem poderá receber a isenção de Imposto de Renda?

O projeto original abrangia profissionais dos órgãos de segurança pública previstos no artigo 144 da Constituição. Entretanto, o substitutivo aprovado pela comissão ampliou a relação de beneficiários.

Pelo texto aprovado, a isenção poderá alcançar:

  • policiais federais;
  • policiais rodoviários federais;
  • policiais ferroviários federais;
  • policiais civis;
  • policiais militares;
  • policiais penais;
  • bombeiros militares;
  • policiais legislativos;
  • profissionais da perícia oficial de natureza criminal;
  • guardas municipais;
  • agentes de segurança socioeducativos;
  • agentes de trânsito;
  • profissionais da reserva e inativos.

A proposta determina que a isenção será aplicada aos rendimentos recebidos como remuneração e provenientes exclusivamente do exercício das funções de segurança pública. Portanto, o benefício não está previsto de forma geral para qualquer outra fonte de renda do profissional.

Na avaliação apresentada pelo relator, a ampliação busca garantir tratamento semelhante a categorias que também atuam em atividades ligadas à segurança, fiscalização e custódia. O parecer também sustenta que a medida pode contribuir para valorizar as carreiras e reduzir a saída de profissionais qualificados.

De onde sairão os recursos para bancar a isenção?

Para compensar a perda de arrecadação provocada pela isenção de Imposto de Renda, o texto prevê o uso de recursos provenientes da tributação das apostas de quota fixa, conhecidas como bets.

Assim, caso a proposta vire lei, a arrecadação dos tributos incidentes sobre as apostas regulamentadas deverá servir como fonte de compensação para a renúncia fiscal decorrente do novo benefício.

O projeto altera a Lei 7.713, de 1988, que estabelece regras relacionadas ao Imposto de Renda e às hipóteses de isenção. Pelo substitutivo, a nova regra entrará em vigor na data de publicação da eventual lei.

O projeto de isenção de IR já está valendo?

Não. A aprovação na Comissão de Segurança Pública representa apenas uma etapa da tramitação na Câmara dos Deputados. Portanto, os profissionais ainda não têm direito automático à isenção prevista no projeto.

Agora, a proposta ainda precisa passar pela Comissão de Finanças e Tributação e, depois, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação ocorre em caráter conclusivo pelas comissões.

Para virar lei, entretanto, o projeto precisa concluir sua análise na Câmara dos Deputados e também ser aprovado pelo Senado. Até lá, as regras atuais de cobrança do Imposto de Renda continuam em vigor para as categorias incluídas na proposta.

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