
Nos próximos dias, uma nova massa de ar polar avançará sobre o Centro-Sul do país. O sistema será impulsionado por um ciclone extratropical, que começa a se formar entre a Argentina, o Paraguai e a Bolívia neste fim de semana.
Antes disso, uma área de baixa pressão dará origem a uma frente fria associada ao ciclone. Como consequência, o ar polar manterá as temperaturas abaixo da média em grande parte da região. Por isso, diversas cidades ainda poderão registrar frio intenso e temperaturas negativas.
Mesmo assim, os modelos meteorológicos indicam que esse cenário não deve permanecer durante todo o mês.
Temperaturas voltam a subir em julho
A partir da segunda quinzena de julho, o padrão atmosférico começará a mudar. Com essa alteração, o frio perderá força de forma gradual.
Além disso, os mapas meteorológicos mostram que as anomalias negativas de temperatura tendem a desaparecer em boa parte do Brasil. Ao mesmo tempo, as próximas massas de ar frio terão menor intensidade e menor capacidade de avançar pelo país.
Em consequência, as temperaturas máximas poderão voltar a superar os 30°C em áreas da Região Sudeste durante as tardes.
El Niño começa a influenciar o clima
Enquanto o frio perde intensidade, o El Niño deve ganhar força nos próximos meses e alterar o comportamento do clima em diversas regiões do país.
Conforme as projeções da Meteored, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial já modifica o regime de ventos e de chuvas. Atualmente, os modelos climáticos indicam anomalias de até 2,7°C acima da média, enquanto algumas simulações apontam temperaturas superiores a 3,5°C.
Caso esse cenário se confirme, o fenômeno poderá atingir intensidade histórica.
O que esperar em cada região
Para a Região Sul, a previsão aponta chuvas mais frequentes e aumento das temperaturas médias.
Já no Sudeste, os meteorologistas esperam calor mais intenso e maior ocorrência de ondas de calor.
No Centro-Oeste, os efeitos devem ser mais moderados. Ainda assim, Mato Grosso do Sul poderá registrar temperaturas e volumes de chuva acima da média.
Por outro lado, o Nordeste deve enfrentar redução significativa das chuvas e maior risco de secas severas, principalmente durante o verão.
Na Região Norte, a tendência também é de menos chuva, estiagens prolongadas e aumento do risco de incêndios florestais.
Diante desse cenário, especialistas projetam novas ondas de calor e até recordes de temperatura entre 2026 e 2027.

