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Reestruturação dos Correios prevê demissão de 15 mil funcionários

Corte de R$ 2 bilhões ocorrerá com plano que terá também o fechamento de agências

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Reestruturação dos Correios prevê demissão de 15 mil funcionários
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que há expectativa de adesão de cerca de 15 mil funcionários ao PDV (Plano de Demissão Voluntária). Isso corresponde a uma diminuição aproximada de 18% na folha salarial. A ação, que deve ocorrer dentro de dois anos, faz parte da reestruturação da estatal para estancar prejuízos bilionários ocorridos em uma sequência de 12 trimestres.

Plano de reestruturação

Os principais eixos do plano de reestruturação prevêm cortes expressivos de despesas, alienação de ativos e a redução da rede de atendimento. Além disso, haverá revisão de pessoal, parcerias com terceiros, redesenho de operações e gestão de ativos.

Entre as medidas anunciadas estão a economia de cerca de R$ 2 bilhões com gastos de pessoal, a venda de imóveis e o encerramento de aproximadamente mil agências, de um total de cerca de 5 mil atualmente em funcionamento. Logo, a intenção é ganhar R$ 7,4 bilhões no balanço. São R$ 4,2 bilhões em cortes de despesas, R$ 1,7 bilhão em aumento de receitas e mais a geração de R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis

Empréstimo com cinco bancos para os Correios

A estatal planeja investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030 com recursos provenientes de um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics. Os recursos deverão ser aplicados obrigatoriamente na “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”.

O empréstimo de R$ 12 bilhões tem como objetivo principal quitar dívidas e aliviar as restrições de caixa enfrentadas pela empresa. Contudo, o acordo tem vigência até 2040, conta com garantia da União e estabelece carência de três anos. O início dos pagamentos mensais está previsto para dezembro de 2029. 

A publicação do conttrato no Diário Oficial da União ocorreu no sábado (27). Ele envolve um consórcio formado por Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Todavia, o presidente dos Correios disse que o plano de reestruturação mostra a necessidade de captação de R$ 20 bilhões. Mas, como as linhas de empréstimos acertadas com os bancos somaram menos que isso, ainda há necessidade de captação de R$ 8 bilhões.