
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (30), a apreensão de cosméticos e saneantes vendidos irregularmente no Brasil. A decisão alcança um botox capilar, uma maquiagem para cabelos e três versões de álcool sanitário. Segundo a agência, os produtos não tinham registro, apresentavam origem desconhecida ou eram fabricados por empresas sem autorização. Por isso, a Anvisa proibiu a venda, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso dos itens.
Agência tira produtos irregulares do mercado
A Anvisa retirou de circulação produtos que chegaram ao consumidor sem cumprir regras básicas de segurança sanitária. A lista inclui o Bottox Amazon Therapy Natuvegan, vendido como alisante capilar, a Sombra Disfarça Falhas/Maquiagem Capilar para Retocar Raiz, da marca Suake, e os produtos SupperÁlcool 92,8° INPM, SupperÁlcool 70° INPM e SupperÁlcool 46° INPM.
Além disso, a agência identificou problemas na origem e na regularização dos itens. Em alguns casos, os rótulos usavam dados de outras empresas. Com isso, o consumidor perdia uma informação essencial, saber quem fabricou o produto e quem responde por ele.
Botox capilar não tinha registro
O Bottox Amazon Therapy Natuvegan entrou na lista de apreensão porque não tinha registro nem notificação na Anvisa. Mesmo assim, a empresa Progressiva Orgânica Cosméticos Ltda. comercializava o produto como item para tratamento e alisamento dos cabelos.
Além disso, a Anvisa informou que o rótulo usava indevidamente dados cadastrais de outra empresa, a Maria das Graças Oliveira da Silva ME. A empresa citada afirmou que desconhecia a fabricação do produto. Portanto, a irregularidade não se limita à falta de registro. Ela também envolve a identificação do fabricante, ponto decisivo para qualquer controle sanitário sério.
Álcool sanitário tinha origem desconhecida
A agência também mandou apreender três versões do SupperÁlcool: 92,8° INPM, 70° INPM e 46° INPM. Segundo a Anvisa, os produtos tinham origem não identificada.
Na prática, isso acende um alerta imediato. Sem origem clara, não há garantia sobre a fabricação, a composição, o armazenamento e o controle de qualidade. Além disso, a empresa detentora do registro da marca informou que não reconhecia a fabricação desses produtos. Diante disso, a Anvisa proibiu a comercialização e o uso dos itens.
Maquiagem capilar também foi proibida
A Anvisa também barrou a Sombra Disfarça Falhas/Maquiagem Capilar para Retocar Raiz, da marca Suake. O produto não tinha registro e era fabricado por empresa sem autorização de funcionamento.
Por esse motivo, a agência proibiu o consumo, a venda, a distribuição, a fabricação e a divulgação do item. A decisão busca impedir que produtos sem controle sanitário cheguem ao público, especialmente quando entram em contato direto com pele, couro cabeludo ou cabelos.
Consumidor deve parar de usar os produtos
O consumidor que tiver algum dos produtos citados deve interromper o uso imediatamente. Já os comerciantes devem retirar os itens das prateleiras e suspender qualquer forma de venda.
Além disso, antes de comprar cosméticos, alisantes, maquiagens capilares ou saneantes, o consumidor deve verificar se o produto tem regularização na Anvisa. A checagem evita riscos, reduz prejuízos e protege a saúde.
A decisão reforça um ponto simples, produto sem registro não oferece garantia de segurança. Quando não há origem clara, o risco deixa de ser detalhe e vira problema de saúde pública.

