Região Blumenau

Blumenau: Câmara cria CPI para investigar supostas fraudes no Samae

Os 15 vereadores estão unidos para representar a população, afirma a Casa

Blumenau: Câmara cria CPI para investigar supostas fraudes no Samae

Os 15 vereadores de Blumenau se reuniram nesta quarta-feira (6) e assinaram um requerimento solicitando a abertura de uma CPI para investigar os supostos superfaturamentos dos serviços de roçadas e limpezas envolvendo o Samae de Blumenau. A fraude foi descoberta pela Polícia Civil, que desencadeou a operação Limpeza Geral, nesta terça-feira (5).

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Em nota, a Câmara Municipal afirmou que “tem o dever de apurar os fatos e investigá-los, bem como ouvir as testemunhas e os envolvidos em tais denúncias. O Poder Legislativo municipal sabe da importância da investigação e afirma que os 15 vereadores estão unidos para representar a população blumenauense, que clama por transparência”.

O Regimento Interno da Câmara de Blumenau determina que as CPIs sejam constituídas a partir de requerimento de um terço dos membros da Câmara Municipal – cinco vereadores – para apurar fato determinado. Considera, ainda, fato determinado o acontecimento de relevante interesse para a vida pública e a ordem constitucional, legal, econômica e social da cidade, que esteja devidamente individualizado e caracterizado no requerimento de constituição da Comissão.

A operação policial

A Operação Limpeza Geral investiga uma organização criminosa especializada em fraudes e desvio de dinheiro público no Samae Blumenau. Cinco pessoas foram presas preventivamente. Entre os presos, há um servidor municipal e quatro empresários responsáveis pela empresa que executa o serviço de roçada e limpeza geral de áreas externas da autarquia.

Além disso, outros três servidores foram afastados das funções, entre eles o diretor presidente do Samae Blumenau, Michael Schneider. Antes da denúncia chegar à polícia, já havia uma ação civil pública em andamento, mas ainda assim a prática continuava. Essa ação teria demonstrado claramente, com provas, que havia superfaturamentos na metragem dos serviços executados pela empresa.

A empresa começou a atuar em setembro de 2021. De lá pra cá, teria ocorrido um lucro ilícito médio de R$ 100 mil reais ao mês, segundo as investigações. De acordo com a polícia, o valor era dividido entre os sócios. Não há qualquer indício de direcionamento político ou eleitoral.

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