Região Grande Florianópolis

Alesc: deputados questionam crise das ambulâncias em Florianópolis

Atendimento de emergência do Samu tem apenas uma ambulância disponível na Capital

Alesc: deputados questionam crise das ambulâncias em Florianópolis
Foto: Rodolfo Espíinola / divulgação

A crise no Samu em Florianópolis, que veio à tona nesta semana quando um homem de 60 anos morreu vítima de um infarto no Centro da Capital após esperar 40 minutos por atendimento, repercutiu entre os deputados na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (6). Representantes do Novo e do Psol questionaram a qualidade do atendimento prestado pelo serviço.

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“Fizemos um pedido de informação sobre o Samu de Florianópolis porque recebemos muitas mensagens com informações trágicas, com a notícia do falecimento de um senhor em Florianópolis por conta do atraso da ambulância. Em Joinville eram sete ambulâncias rodando e mesmo assim o trabalho era complicado, rodavam cerca de 4 mil km cada uma por mês. Como Florianópolis roda com uma ambulância? Isso é um problema seríssimo”, sustentou Matheus Cadorin (Novo).

Segundo o representante de Joinville, o objetivo é saber qual é a condição real do Samu em Florianópolis e quais medidas estão sendo tomadas para a aquisição de novos equipamentos, tanto pelo Estado, como pelo município.

“Não há nenhuma condição de uma cidade deste tamanho ser atendida por uma única ambulância”, sentenciou Cadorin, informando em seguida que há denúncias de que a viatura tem problemas de freios e não pode subir os morros.

Marcos Abreu, o Marquito (Psol) concordou com o integrante do Novo. “A situação é de falta de estrutura do Samu na região. Para o Ministério da Saúde, Samu e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são atividades de urgência emergência, mas o Município precisa solicitar as estruturas e o Município não vem fazendo o pedido de revisão das estruturas de UPA e do Samu. Tem de estender a solicitação ao governo federal”, sugeriu Marquito.

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