
Santa Catarina e Rio Grande do Sul registram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG. O novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, aponta que os dois estados mantêm tendência de crescimento nas últimas seis semanas.
Além disso, SC e RS estão entre os três estados brasileiros que apresentam incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco. O Maranhão completa a lista. Enquanto isso, a maioria das unidades federativas registra queda ou estabilidade nos casos.
Quantos casos Santa Catarina registrou?
Santa Catarina notificou 7.474 casos de SRAG até a Semana Epidemiológica 26. Desse total, exames identificaram algum vírus em 4.246 pacientes.
Entre os registros catarinenses:
- 2.781 casos, ou 37,2%, envolveram outros vírus respiratórios;
- 1.245 casos, ou 16,7%, tiveram relação com a influenza;
- 220 casos, ou 2,9%, ocorreram por Covid-19.
O rinovírus liderou os diagnósticos entre os outros vírus respiratórios. Logo depois, apareceu o vírus sincicial respiratório, conhecido como VSR.
Além disso, Santa Catarina confirmou 80 mortes por influenza, 59 por outros vírus respiratórios e 36 por Covid-19 até o período analisado.
Por que os casos aumentaram no Sul?
O VSR impulsiona o crescimento das hospitalizações no Sul do país. O vírus atinge principalmente crianças pequenas, sobretudo menores de 2 anos e crianças entre 2 e 4 anos.
No entanto, outros agentes também pressionam os serviços de saúde. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a Fiocruz identificou a circulação de influenza B, rinovírus e metapneumovírus.
Nas últimas quatro semanas analisadas no país, o VSR respondeu por 57,7% dos casos positivos para vírus respiratórios. Além disso, o vírus apareceu em 31,9% das mortes com confirmação laboratorial.
Qual é a situação no Rio Grande do Sul?
O Rio Grande do Sul registrou 10.619 hospitalizações por SRAG em 2026. Desse total, 3.840 casos tiveram relação com outros vírus respiratórios, enquanto 2.082 ocorreram por influenza e 349 por Covid-19. Outros 3.711 casos ainda não tiveram a causa especificada.
Além disso, o estado contabilizou 690 mortes por SRAG. A influenza provocou 204 óbitos, enquanto outros vírus respiratórios causaram 124 mortes. A Covid-19, por sua vez, respondeu por 62 registros.
Quem enfrenta maior risco?
A SRAG atinge com mais intensidade as crianças pequenas e os idosos. Porém, cada grupo enfrenta riscos diferentes.
Entre as crianças menores de 2 anos, o VSR lidera as hospitalizações. Já entre as pessoas com 65 anos ou mais, a influenza A aparece como a principal causa de morte. Em seguida, aparecem o rinovírus e a influenza B.
Por isso, pais e responsáveis devem procurar atendimento médico quando a criança apresentar dificuldade para respirar, cansaço intenso, febre persistente ou coloração azulada nos lábios e no rosto.
Como reduzir o risco de infecção?
A vacinação continua sendo a principal medida para reduzir casos graves e mortes por influenza, Covid-19 e VSR. Além disso, especialistas recomendam outras ações simples:
- manter as vacinas atualizadas;
- higienizar as mãos com frequência;
- usar máscara em unidades de saúde e locais fechados com aglomeração;
- evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas;
- manter os ambientes ventilados.
O Brasil já registrou 125.914 casos de SRAG em 2026. Entre eles, 53,4% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Portanto, mesmo com a queda dos casos em parte do país, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda exigem atenção redobrada.
Leia também: Frio pode elevar em até 30% o risco de infarto, alerta cardiologista

