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Fisioterapia pélvica pode melhorar o prazer e reduzir dores nas relações

Tratamento fortalece a consciência corporal, ajuda a controlar a musculatura íntima e pode contribuir para orgasmos mais intensos

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Fisioterapia pélvica pode melhorar o prazer e reduzir dores nas relações
Foto: Freepik/Reprodução

A fisioterapia pélvica pode ajudar mulheres que enfrentam dores durante as relações sexuais, dificuldade para chegar ao orgasmo, redução da sensibilidade ou tensão excessiva na região íntima. O tratamento atua nos músculos do assoalho pélvico, que participam diretamente da resposta sexual feminina.

O tema ganha destaque nesta sexta-feira (31), quando é celebrado o Dia do Orgasmo. A data reforça a importância de falar sobre prazer, saúde sexual e qualidade de vida sem vergonha ou preconceito.

Uma pesquisa nacional encomendada pela Sociedade Brasileira de Urologia mostrou que quase 90% das mulheres afirmam sentir desejo sexual. No entanto, somente cerca de um terço diz alcançar sempre o orgasmo. Além disso, metade dos entrevistados admitiu já ter fingido prazer, principalmente entre o público feminino.

Como o assoalho pélvico interfere no prazer?

O assoalho pélvico é formado por músculos e tecidos que sustentam órgãos como bexiga, útero e intestino. Além dessa função, a musculatura ajuda na lubrificação, na sensibilidade, na penetração e nas contrações que acontecem durante o orgasmo.

Quando os músculos estão enfraquecidos, a mulher pode perceber uma redução nas sensações. Por outro lado, quando permanecem excessivamente contraídos, podem provocar dor, dificultar a penetração e reduzir o prazer.

Portanto, nem sempre fortalecer é a solução. Em muitos casos, o primeiro passo do tratamento é justamente ensinar a musculatura a relaxar.

Uma revisão sistemática publicada em 2024 analisou 33 estudos e apontou que os músculos do assoalho pélvico têm participação relevante na excitação e no orgasmo. A pesquisa também identificou associação entre força muscular adequada e melhora da função sexual, embora os autores ressaltem que ainda são necessários estudos mais amplos.

Como funciona a fisioterapia pélvica?

O tratamento começa com uma avaliação individual. O profissional analisa a força, a capacidade de relaxamento, a coordenação e a sensibilidade da região.

A partir disso, a fisioterapia pode utilizar exercícios respiratórios, movimentos da pelve, técnicas de relaxamento, consciência corporal e fortalecimento muscular. O objetivo não é apenas aumentar a força, mas fazer com que a mulher consiga contrair e relaxar os músculos no momento correto.

Além disso, o acompanhamento ajuda a mulher a conhecer melhor o próprio corpo. Com mais percepção corporal, ela consegue identificar os estímulos que provocam prazer e entender como o organismo responde durante a excitação.

Exercícios feitos por conta própria podem piorar os sintomas?

Sim. Os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico se popularizaram nas redes sociais, mas não são indicados para todas as mulheres.

Quem apresenta dor durante a relação, dificuldade de penetração ou tensão muscular excessiva pode piorar os sintomas ao realizar exercícios sem orientação. Nesses casos, contrair ainda mais uma musculatura que já está tensionada tende a aumentar o desconforto.

Por isso, a avaliação de um fisioterapeuta especializado em saúde pélvica é fundamental antes de iniciar qualquer treinamento.

Orgasmo não depende apenas da penetração

A resposta sexual feminina envolve cérebro, hormônios, circulação sanguínea, sistema nervoso, musculatura e fatores emocionais. Além disso, pressa, ansiedade, estresse e falta de conhecimento sobre o próprio corpo podem dificultar o orgasmo.

Outro ponto importante é que, para a maioria das mulheres, o clitóris exerce papel central no prazer. Dessa forma, o orgasmo não depende exclusivamente da penetração, como muitos conteúdos e padrões culturais ainda sugerem.

Quando dores, desconfortos ou dificuldades persistem, a mulher deve procurar avaliação profissional. Ginecologistas, fisioterapeutas pélvicos e profissionais de saúde sexual podem investigar as causas e indicar o tratamento mais adequado.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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