
A chegada do Mounjaro às farmácias brasileiras, em junho de 2025, abriu uma nova fase no tratamento da obesidade. O medicamento utiliza a tirzepatida e passou a integrar terapias voltadas não apenas à perda de peso, mas também ao controle da saúde metabólica.
Em estudos clínicos, pacientes que receberam a dose de 15 miligramas apresentaram redução média de 20,9% do peso corporal em 72 semanas. Além disso, 57% perderam pelo menos 20% do peso inicial.
Os resultados também envolveram melhora da pressão arterial, da glicemia, do perfil de gorduras no sangue e de outros indicadores metabólicos.
O tratamento vai além da balança?
A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. Portanto, o tratamento não pode analisar apenas a quantidade de quilos eliminados.
Médicos também consideram a redução da gordura visceral, a preservação da massa muscular, o controle de doenças associadas e a qualidade de vida do paciente.
A tirzepatida foi aprovada pela Anvisa para o controle crônico do peso em adultos com obesidade ou com sobrepeso associado a determinadas condições de saúde. O uso deve ocorrer junto com alimentação adequada e atividade física.
Uso exige acompanhamento médico
Apesar dos resultados, o medicamento não serve para todas as pessoas e não deve ser usado por conta própria. Desde junho de 2025, as farmácias brasileiras precisam reter a receita dos medicamentos agonistas de GLP-1, grupo que inclui o Mounjaro.
A Anvisa também alerta para riscos ligados ao uso indevido e à compra de produtos falsificados ou sem registro sanitário.
Por isso, o paciente deve realizar avaliação individual, seguir a dose indicada e manter acompanhamento profissional. A caneta ajuda, mas não faz milagre sozinha. O tratamento continua exigindo estratégia, rotina e cuidado.

