
A mola gestacional, nome popular da doença trofoblástica gestacional, surge após uma fecundação anormal e provoca o crescimento irregular do tecido que deveria formar a placenta.
Na maioria dos casos, a alteração é benigna. Entretanto, parte das pacientes pode desenvolver uma forma maligna, popularmente chamada de câncer de placenta.
Nos casos de mola parcial, um óvulo normal recebe material genético em excesso. Dessa forma, pode surgir um embrião com alterações incompatíveis com a vida e uma placenta anormal.
Já na mola completa, não há formação do embrião. Apenas o tecido placentário cresce de maneira irregular.
Qual é o risco de câncer?
Menos de 5% das mulheres com mola parcial desenvolvem a forma maligna. No entanto, entre as pacientes com mola completa, o problema pode atingir cerca de uma em cada cinco.
Em situações mais agressivas, as células anormais podem alcançar outros órgãos, principalmente os pulmões.
Por isso, a paciente precisa realizar a retirada do tecido por aspiração uterina e manter acompanhamento médico regular.
Por que o exame de HCG é tão importante?
Depois do procedimento, os médicos acompanham os níveis do hormônio HCG, produzido durante a gestação. O esperado é que os números diminuam até retornarem ao normal.
Quando o HCG permanece elevado ou volta a subir, existe a possibilidade de que células da mola tenham permanecido no organismo.
Nesses casos, o tratamento pode incluir quimioterapia. Apesar do impacto do diagnóstico, a maioria das pacientes adequadamente tratadas alcança a cura e pode engravidar novamente após a liberação médica.
Especialistas reforçam que o acompanhamento em centros de referência aumenta a segurança do tratamento. Além disso, o acolhimento psicológico se torna fundamental, já que a mulher enfrenta, ao mesmo tempo, a perda da gestação e o medo provocado pela doença.

