
Morreu neste domingo (26), em Brasília, o ministro aposentado Octavio Gallotti, aos 95 anos. A causa do falecimento do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU), não foi divulgada.
Despedida do Gallotti
Portanto, o STF decretou luto oficial de três dias em sinal de respeito ao ex-dirigente. Por determinação da Corte, a bandeira nacional permanece hasteada a meio-mastro e as solenidades festivas estão temporariamente canceladas no prédio principal.
Dessa forma, o ministro recebe homenagens nesta segunda-feira (27), das 10h às 16h, em cerimônia aberta ao público no Salão Branco do tribunal, na Praça dos Três Poderes. Em seguida, o caixão segue para o Rio de Janeiro, cidade natal do jurista, onde ocorre o sepultamento na terça-feira (28).
Trajetória de destaque
Nascido em outubro de 1930, Octavio Gallotti formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Antes de ingressar na mais alta Corte do país, construiu uma carreira sólida como procurador e integrou o TCU, órgão que também presidiu.
Indicado pelo presidente João Figueiredo, ele assumiu uma cadeira no Supremo em 1984. Durante os 16 anos em que permaneceu no cargo, participou da consolidação da jurisprudência nacional após a promulgação da Constituição de 1988. Entre 1993 e 1995, exerceu a presidência do tribunal e também comandou o TSE entre 1994 e 1996.
Legado institucional e familiar
Aposentado compulsoriamente no final de 2000 ao atingir a idade limite, Gallotti deixou marcas no sistema jurídico. Por fim, os colegas de magistratura lembraram seu compromisso com a democracia.

