
O brasileiro gasta, em média, R$ 1.073,98 por mês em supermercados. O valor representa quase metade da renda da maioria das famílias consultadas por um levantamento realizado entre fevereiro e abril de 2026.
A pesquisa ouviu mais de 10 mil consumidores. Além disso, revelou que boa parte da população divide as compras entre até quatro redes diferentes para economizar.
A busca por preços menores também fortaleceu os atacarejos. Enquanto 74% dos entrevistados frequentam supermercados tradicionais, 63% compram em estabelecimentos desse formato.
Por outro lado, 36% recorrem mensalmente a feiras, hortifrutis e açougues, principalmente para comprar alimentos frescos.
Alimentos continuam pressionando o orçamento
Embora os preços de alimentos e bebidas tenham recuado 0,24% em junho, o grupo acumulou alta de 3,82% em 12 meses.
Entre os produtos que mais encareceram em 2026 estão o pepino, com alta de 155,47%, a cenoura, com avanço de 103,14%, e o tomate, que subiu 82,41%.
Problemas climáticos, mudanças na oferta e a sazonalidade das lavouras ajudaram a pressionar os preços. Dessa forma, as famílias passaram a pesquisar mais e reduzir a fidelidade a uma única rede.
O levantamento mostra, portanto, uma mudança clara no comportamento do consumidor. Hoje, a compra mensal deixou de ocorrer em um único estabelecimento e virou uma verdadeira peregrinação por descontos. O carrinho continua com quatro rodas, mas o orçamento anda mancando.

