
Uma plataforma de inteligência artificial criada para realizar triagens clínicas promete ajudar pacientes a identificar a necessidade de atendimento médico antes mesmo de sair de casa. A ferramenta MOMA.I analisa informações de saúde e, segundo seus desenvolvedores, apresenta índice de assertividade de 95%.
O sistema acompanha o paciente em casa, reúne dados e considera o histórico médico antes de analisar possíveis riscos. Depois disso, a plataforma pode recomendar cuidados simples, acompanhamento profissional ou atendimento presencial imediato, conforme a gravidade identificada.
Como funciona a triagem feita pela inteligência artificial?
A ferramenta analisa os sintomas apresentados e procura identificar diferentes possibilidades clínicas. Em casos de mal-estar, por exemplo, o sistema tenta diferenciar problemas como alterações de glicose, desidratação ou indisposição gastrointestinal.
Já diante de sintomas persistentes, como dores de cabeça frequentes, a plataforma pode considerar diferentes fatores antes de indicar os próximos passos. Além disso, profissionais da saúde podem validar a triagem e, por meio da própria plataforma, emitir prescrições ou solicitar exames.
A inteligência artificial substitui o médico?
A proposta apresentada pelos desenvolvedores é usar a tecnologia como ferramenta de triagem e acompanhamento. Dependendo da análise, o próprio sistema pode orientar o paciente a procurar atendimento presencial. Além disso, profissionais também podem participar da validação das informações coletadas.
A plataforma ainda mantém registros sobre o histórico de saúde do usuário. Assim, essas informações podem contribuir para o acompanhamento de sintomas e fornecer mais contexto em futuras avaliações clínicas.
Brasileiros confiam em inteligência artificial na área da saúde?
Uma pesquisa global realizada pela Sinch em 2025 apontou que 69% dos brasileiros se sentem confortáveis em relatar sintomas ou condições de saúde para uma inteligência artificial quando isso pode acelerar o atendimento. A média global registrada pelo levantamento foi de 41%.
Além disso, 65,7% afirmaram se sentir à vontade para usar chatbots de empresas de saúde no agendamento de consultas. Outros 57,1% aceitariam recorrer à tecnologia para tirar dúvidas relacionadas aos cuidados preventivos.
Com o avanço dessas ferramentas, a inteligência artificial amplia sua presença nos serviços de saúde. No entanto, a tecnologia atua, neste caso, principalmente como apoio para organizar informações, avaliar riscos e direcionar o paciente conforme a necessidade identificada.

