
A Justiça de São Paulo condenou Thiago Brennand a mais de 31 anos de prisão por crimes praticados contra uma ex-companheira. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (13), pela 1ª Vara de Porto Feliz, no interior paulista. Além da pena, o empresário terá de pagar R$ 100 mil por danos morais à vítima. A decisão ainda permite recurso.
Por quais crimes Thiago Brennand foi condenado?
Após analisar as provas reunidas durante o processo, a Justiça condenou Brennand por diferentes crimes. Durante a ação penal, o Judiciário ouviu a vítima, dezenas de testemunhas e os acusados.
Entre os crimes apontados na sentença estão:
- estupro;
- lesão corporal;
- coação no curso do processo;
- registro não autorizado de ato sexual íntimo;
- constrangimento ilegal;
- divulgação de cena de estupro.
Por outro lado, Brennand também foi absolvido de parte das acusações apresentadas no processo. A decisão afastou a responsabilidade do empresário por determinados episódios de ameaça, cárcere privado, tortura e outros fatos analisados pela Justiça. O corréu Tony Gomes da Silva também foi absolvido.
O juiz, além disso, manteve a prisão preventiva de Thiago Brennand e determinou a expedição da guia para o cumprimento provisório da pena. A defesa ainda pode recorrer da sentença.
O que a sentença diz sobre a tatuagem forçada?
Um dos episódios citados no processo envolve o relato da ex-companheira de Brennand sobre uma tatuagem com as iniciais do empresário. Segundo a vítima, ela teria sido obrigada a fazer a marca no próprio corpo.
De acordo com o depoimento reproduzido na decisão, um tatuador já estava aguardando a mulher em uma propriedade do empresário. A vítima afirmou que recusou o procedimento, mas acabou fazendo a tatuagem porque se sentia intimidada e temia as consequências.
O caso ganhou repercussão nacional em 2022, depois que a ex-companheira tornou públicas denúncias contra Brennand. Ela também relatou agressões físicas e afirmou que um vídeo íntimo foi divulgado sem sua autorização.
Depois da divulgação das acusações e de um pedido apresentado pelo Ministério Público, as investigações avançaram. Posteriormente, a ação penal resultou na condenação agora determinada pela Justiça paulista.
Além da pena de mais de 31 anos de prisão, a sentença estabeleceu o pagamento de R$ 100 mil à vítima como indenização pelos danos morais reconhecidos no processo. Como ainda cabe recurso, a condenação poderá ser analisada por instâncias superiores.

