
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a divulgação e o uso de medicamentos e produtos da marca New Agulha em todo o Brasil. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (18) depois que o órgão identificou que os itens não possuem registro sanitário e que a empresa responsável não tem autorização para fabricar medicamentos.
Anvisa identifica irregularidades e age imediatamente
Após fiscalizar os produtos, a Anvisa concluiu que eles não atendem às exigências previstas na legislação sanitária brasileira. Por isso, determinou a suspensão imediata de todas as atividades relacionadas aos itens, desde a produção até a venda ao consumidor final.
Além disso, a agência destacou que os produtos não contam com registro, notificação ou cadastro oficial. Como consequência, eles não podem permanecer no mercado brasileiro.
Dessa forma, a medida busca impedir a circulação de mercadorias consideradas irregulares e reduzir riscos à saúde da população.
Produtos eram usados em procedimentos estéticos
Entre os itens atingidos pela decisão estão anestésicos utilizados em procedimentos de micropigmentação, principalmente em sobrancelhas e lábios. A lista também inclui kits destinados a esses procedimentos e um despigmentante para sobrancelhas.
Além disso, alguns produtos eram comercializados em diferentes apresentações, inclusive em embalagens do tipo pump. Agora, todos passam a ter fabricação, distribuição, publicidade, comercialização e utilização proibidas em território nacional.
Agência alerta consumidores e profissionais
Ao mesmo tempo, a Anvisa orienta consumidores e profissionais da área da estética a verificarem sempre se medicamentos e produtos possuem registro sanitário antes da compra ou da aplicação.
Segundo o órgão, apenas itens regularizados passam por controles que avaliam qualidade, segurança e eficácia. Por isso, utilizar produtos sem autorização pode colocar pacientes e clientes em risco e provocar complicações durante os procedimentos.
Além de reforçar a fiscalização, a agência espera retirar rapidamente esses produtos do mercado e evitar novas comercializações. Assim, a medida amplia a proteção aos consumidores e fortalece o controle sanitário sobre o setor.

