
A Polícia Federal marcou para quarta-feira (20) o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, investigada por suposta intermediação de pagamentos de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento será por videoconferência e faz parte do avanço das investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os investigadores querem esclarecer se Roberta atuou como ponte financeira entre Antunes e Lulinha dentro do esquema que apura descontos ilegais, movimentações suspeitas e possíveis irregularidades envolvendo recursos ligados ao INSS.
PF aperta investigação
A Polícia Federal intensificou a apuração nas últimas semanas e colocou Roberta no centro de uma nova frente investigativa. Segundo os investigadores, Antônio Camilo Antunes aparece como um dos principais nomes do caso e, por isso, qualquer elo com ele passou a ter peso relevante no inquérito.
Agora, a PF quer entender se houve repasses indiretos, favorecimentos ou qualquer tipo de articulação financeira entre os envolvidos. Além disso, os investigadores analisam a proximidade pessoal e empresarial entre a empresária e o filho do presidente.
Com isso, o depoimento desta semana ganhou importância estratégica dentro da investigação e aumentou ainda mais a pressão política em Brasília.
Defesa já havia sido acionada
Ainda em abril, a defesa de Roberta Luchsinger confirmou que recebeu da Polícia Federal um convite para que ela prestasse esclarecimentos presenciais. Naquele momento, no entanto, ainda não havia data definida para o interrogatório.
Agora, com a oitiva oficialmente marcada, a PF pretende aprofundar as conexões levantadas até aqui e confrontar informações já reunidas durante a investigação.
Além disso, os investigadores buscam confirmar se houve participação direta da empresária em negociações financeiras suspeitas ou se ela apenas mantinha relação social com os citados no inquérito.
Caso ganha peso político
O caso rapidamente saiu do campo técnico e entrou no centro da disputa política nacional. Isso aconteceu porque a investigação passou a envolver o nome de Lulinha e levantou discussões sobre a condução do processo.
A oposição cobra mais transparência, pressiona por novas diligências e tenta transformar o episódio em desgaste para o governo federal. Ao mesmo tempo, aliados do Planalto afirmam que há exploração política e defendem cautela antes de qualquer conclusão.
Enquanto isso, a Polícia Federal continua reunindo provas, cruzando informações e ampliando depoimentos. Em Brasília, investigação nunca anda sozinha, ela sempre vem acompanhada de barulho.

