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Senado barra nova indicação de Messias ao STF

Regra interna dificulta que Lula reapresente o nome de Jorge Messias ainda nesta sessão legislativa

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Senado barra nova indicação de Messias ao STF
Foto: divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta mais um obstáculo político no Senado após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Senadores avaliam que uma norma interna da Casa impede uma nova indicação do atual advogado-geral da União ainda em 2026. Com isso, o governo perde margem de manobra e precisa decidir rapidamente se insiste no mesmo nome ou parte para outra escolha.

Regimento trava nova tentativa

Segundo parlamentares ouvidos pela CNN Brasil, o principal impasse está no Ato da Mesa nº 1, de 2010. A norma determina que o Senado não pode analisar novamente, na mesma sessão legislativa, o nome de uma autoridade já rejeitada pelo plenário.

Na prática, isso impede que Lula reapresente Jorge Messias neste ano. Ou seja, se o entendimento for mantido, o Planalto terá de esperar a próxima sessão legislativa ou indicar outro nome para a vaga no STF.

Mesmo diante desse cenário, Lula ainda sustenta o nome de Messias nos bastidores. O presidente reforçou a aliados que a vaga continua destinada ao atual AGU e sinalizou que não pretende recuar facilmente após a derrota.

Rejeição expôs fragilidade política

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias no dia 29 de abril, em uma votação que entrou para a história. O plenário registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, o indicado precisava de pelo menos 41 votos.

Foi a primeira vez em mais de um século que o Senado barrou um nome para o STF. O último caso semelhante aconteceu em 1894. A derrota escancarou o desgaste político do governo e mostrou que parte significativa do Congresso não embarcou na escolha de Lula.

Antes disso, Messias já havia enfrentado dificuldades na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde passou com articulação intensa e placar apertado. No plenário, porém, a resistência cresceu e a rejeição veio de forma contundente.

Governo busca saída

Agora, o Planalto analisa os próximos passos. Se insistir em Messias, Lula pode ampliar o desgaste com o Congresso e prolongar a crise política. Por outro lado, ao escolher outro nome, o presidente tenta reconstruir pontes e reduzir a tensão com senadores.

Nos bastidores, lideranças avaliam que a decisão precisa ser rápida. A vaga no Supremo tem peso institucional e impacto direto no equilíbrio político entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

O governo ainda discute a melhor estratégia, mas uma coisa já ficou clara: o caminho de Jorge Messias até o STF ficou estreito, e no Senado, quando a porta fecha, ela costuma bater com força.

Redação Guararema News

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