
Ganha força nesta sexta-feira (20) a crise envolvendo a deputada estadual Fabiana Bolsonaro, após vir à tona que a Justiça já havia impedido o uso do sobrenome “Bolsonaro” em sua candidatura de 2022, por risco de confundir eleitores e gerar vantagem indevida.
Polêmica atual amplia pressão
Primeiro, a parlamentar provocou reação imediata ao aparecer com o rosto pintado durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em seguida, deputados reagiram, acionaram o Conselho de Ética e também levaram o caso ao Ministério Público.
Além disso, a fala da deputada criticava a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher. Com isso, o episódio rapidamente saiu do plenário e ganhou dimensão nacional.
Logo depois, a repercussão cresceu nas redes sociais, aumentou a pressão política e puxou à tona episódios anteriores da trajetória da parlamentar.
Uso do nome já gerou controvérsia
Antes mesmo de assumir o cargo, Fabiana já enfrentava questionamentos. Ela decidiu usar “Bolsonaro” como nome político, mesmo sem vínculo familiar com o ex-presidente.
Por isso, durante as eleições de 2022, a Justiça interveio. Em determinado momento, proibiu o uso do sobrenome justamente para evitar que eleitores fossem induzidos ao erro.
Ao mesmo tempo, outro ponto também gerou debate. A então candidata alterou sua autodeclaração racial de branca para parda. Como consequência, isso impactava diretamente a divisão de recursos e o tempo de campanha.
Trajetória política e posicionamento
Na sequência, Fabiana consolidou sua carreira dentro de um campo político bem definido. Ela se aproximou de pautas conservadoras e passou a dialogar diretamente com o eleitorado de direita.
Antes disso, já havia ocupado o cargo de vice-prefeita de Barrinha, o que abriu caminho para sua eleição como deputada estadual em São Paulo.
Agora, no episódio mais recente, a parlamentar afirma que realizou um “experimento social”. Ainda assim, a justificativa não reduziu a repercussão negativa e, pelo contrário, intensificou as críticas.
Reações e possíveis consequências
Diante do cenário, deputados protocolaram pedidos de cassação. Em paralelo, representações formais avançam dentro da Alesp.
Enquanto isso, o Conselho de Ética analisa o caso e pode recomendar sanções. Ao mesmo tempo, o Ministério Público avalia possíveis medidas jurídicas.
Por outro lado, a deputada nega ter cometido racismo e insiste que houve interpretação equivocada do ato.
Um caso que vai além do episódio
No fim, o episódio atual não se sustenta isolado. Ele se conecta com um histórico que já levantava dúvidas sobre estratégia política, identidade e limites institucionais.
Assim, a crise cresce porque soma passado e presente. E, justamente por isso, mantém o caso no centro do debate público e político.

