Região Grande Florianópolis

Homem que estuprou professora de Pilates é condenado a 85 anos em SC

Condenação também abrangeu crimes de tentativa de feminicídio, estupro de vulnerável, roubo e extorsão contra uma mulher

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Homem que estuprou professora de Pilates é condenado a 85 anos em SC
Foto: divulgação

Uma série de crimes praticados com extrema violência contra três mulheres num estúdio de Pilates esultou na condenação de um homem a 85 anos, seis meses e 28 dias de prisão em São José, na Grande Florianópolis. O Conselho de Sentença acatou de forma integral a denúncia do Ministério Público.

O réu, de 39 anos, nunca teve seu nome divulgado e o caso sempre correu em segredo de Justiça. Ele estava preso desde a data do crime na Penitenciária de Florianópolis e foi levado a julgamento pelos crimes de tentativa de feminicídio, estupro de vulnerável, roubo e extorsão contra uma mulher, bem como por extorsão contra outras duas mulheres.

Os crimes ocorreram na manhã de 30 de outubro de 2024. O homem entrou simulando buscar informações. Ele pediu informações sobre as aulas de Pilates, dizendo que seriam para a mãe dele. Em seguida, trancou a porta do local e passou a ameaçar as vítimas, uma delas grávida, exigindo que lhe entregassem dinheiro. Como duas das mulheres afirmaram não ter o valor solicitado, foram obrigadas a sair para buscá-lo, enquanto a terceira permaneceu sob restrição de liberdade.

Crime num estúdio de Pilates

Sozinho com a vítima dentro do estabelecimento, o criminoso praticou o roubo e a estuprou. Durante as agressões, ele também estrangulou o pescoço da vítima, para evitar que ela resistisse. Após o ataque, ele tentou matá-la. A mulher foi agredida de diversas formas e chegou a perder a consciência. A tentativa de matá-la só foi interrompida quando populares perceberam a situação e invadiram o local para socorrê-la, momento em que o homem ainda tentou mantê-la sob seu domínio, até ser contido e preso pela Polícia Militar.

O mesmo homem já havia sido preso dois meses antes por um assalto que cometeu contra um motorista de aplicativo, mas foi solto alguns dias depois.

O crime foi praticado por razões da condição do sexo feminino (feminicídio), pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo emprego de métodos que colocaram sua vida em risco de maneira extrema.

A Promotora de Justiça Gabriela Basso Alpini e o Promotor de Justiça Vinicius Barreto Pinho, que atuaram no plenário do júri, ressaltaram que a condenação foi uma resposta firme e necessária da sociedade catarinense de que crimes de tamanha brutalidade contra as mulheres não são tolerados.

“Sabemos que a sentença, por mais rigorosa que seja, não apaga a dor e o trauma das vítimas, mas demonstra que seguimos incansáveis na luta contra a violência de gênero. O caminho é longo e certamente não envolve apenas a repressão, mas também a necessidade de constante conscientização. Além da punição ao agressor, essa decisão prova que a Justiça não faltou quando foi clamada, servindo como um pilar de conscientização, e carrega um símbolo de que o Ministério Público e a sociedade estão atentos e vigilantes na proteção de todas as mulheres”, registraram os Promotores de Justiça.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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