
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou nesta quinta-feira (29) a previsão climática para fevereiro de 2026 e apontou chuva acima da média em áreas do Norte e do Sudeste, além de precipitação abaixo do normal no Sul e no Centro-Oeste, em Brasília (DF), para orientar produtores rurais, gestores públicos e a população sobre os impactos do clima no mês, devido à atuação de sistemas típicos do verão e à variabilidade natural da atmosfera.
Distribuição das chuvas
Primeiro, o Norte deve concentrar os maiores volumes de chuva. Segundo o INMET, estados como Amazonas, Roraima, Tocantins e Pará podem registrar acumulados até 50 milímetros acima da média histórica. Com isso, o solo tende a manter maior umidade e o risco de temporais aumenta.
Enquanto isso, o Nordeste apresenta um cenário mais irregular. Áreas da Bahia e do Ceará devem receber chuva abaixo da média. Por isso, algumas cidades podem enfrentar redução na disponibilidade de água para consumo e para a agricultura.
No Centro-Oeste, a previsão também indica volumes inferiores ao normal. Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ter chuvas menos frequentes. Além disso, no nordeste de Mato Grosso, a precipitação pode ficar até 150 milímetros abaixo do esperado para fevereiro.
Já no Sudeste, o cenário muda novamente. Partes do Rio de Janeiro e de Minas Gerais devem registrar chuva acima da média. Em contrapartida, outras áreas da região podem alternar períodos de sol forte com pancadas isoladas.
Por fim, no Sul, a tendência é de chuva abaixo da média na maior parte dos estados, o que pode favorecer dias mais secos e temperaturas elevadas.
Comportamento das temperaturas
Além das chuvas, o calor segue como destaque. O INMET projeta temperaturas acima da média em grande parte do país. No Norte, os termômetros podem chegar a 32 graus, principalmente no Amazonas, no Pará e no Acre.
Da mesma forma, no Nordeste e no Centro-Oeste, estados como Maranhão, Piauí e Mato Grosso do Sul devem enfrentar calor mais intenso que o normal para o período.
No Sudeste, as temperaturas devem ficar próximas ou ligeiramente acima da média histórica. Já no Sul, os valores tendem a permanecer dentro da normalidade para fevereiro.
Contexto climático
Esse comportamento reflete o padrão típico do verão no Hemisfério Sul, marcado por calor persistente e chuvas concentradas em curtos períodos. Assim, quando a chuva vem em excesso, ela pode beneficiar lavouras. No entanto, também aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e transtornos urbanos.
Por outro lado, quando a chuva falha, o impacto aparece no abastecimento de água e na produção agrícola. Por isso, o monitoramento constante das condições meteorológicas se torna essencial para reduzir prejuízos.
Diante desse cenário de calor elevado e chuva mal distribuída, o INMET reforça a importância de acompanhar diariamente as previsões e os alertas meteorológicos, já que fevereiro deve manter o padrão instável do verão brasileiro e exigir atenção redobrada de autoridades e da população.

