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PF encontra pilhas de dinheiro em operação contra fraude na Saúde

Investigação apura desvios milionários em contratos firmados por prefeituras

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PF encontra pilhas de dinheiro em operação contra fraude na Saúde
PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (27), no Rio Grande do Norte, uma operação para investigar um esquema de fraudes em contratos da área da saúde. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram pilhas de dinheiro em espécie na casa de um dos alvos. A ação ocorre em parceria com a Controladoria-Geral da União e mira empresários e gestores públicos suspeitos de desviar recursos federais.

Operação mira prefeituras e empresas

A força-tarefa cumpriu mandados de busca e apreensão em cidades como Natal, Mossoró, São Miguel e Pau dos Ferros. Além disso, os investigadores concentraram as diligências em residências de empresários ligados às empresas contratadas pelo poder público.

Segundo a PF, os contratos investigados envolvem fornecimento de materiais e serviços para a rede pública de saúde. No entanto, as auditorias apontam que parte das entregas pode não ter ocorrido. Em outros casos, os produtos teriam sido entregues em quantidade menor ou fora das especificações previstas.

Dinheiro em espécie chama atenção

Durante uma das buscas, os policiais localizaram grandes quantidades de dinheiro guardadas em uma caixa térmica. O valor exato não foi divulgado. Ainda assim, a PF considera o achado um indício relevante de ocultação de recursos obtidos de forma irregular.

Além do dinheiro, os agentes apreenderam celulares, computadores e documentos. Agora, o material será analisado para identificar a origem dos valores e mapear o caminho do dinheiro dentro do suposto esquema.

Indícios de sobrepreço e contratos simulados

De acordo com a CGU, as empresas investigadas venceram licitações em diferentes municípios. Em seguida, passaram a receber repasses federais destinados à saúde. Contudo, as análises técnicas indicam preços acima do mercado e contratos que podem ter sido simulados apenas para justificar pagamentos.

Por isso, os investigadores trabalham com a hipótese de que o grupo utilizava empresas de fachada para emitir notas fiscais e drenar recursos públicos. Ao mesmo tempo, há suspeita de participação de agentes públicos na liberação dos pagamentos.

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por fraude em licitação, desvio de recursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As autoridades afirmam que novas fases da operação não estão descartadas, já que o esquema pode ter ramificações em outros municípios.

Defesa e próximos passos

A defesa de alguns investigados informou que eles estão à disposição para prestar esclarecimentos e que ainda não tiveram acesso completo aos autos. Enquanto isso, a Polícia Federal segue analisando o material apreendido para definir a responsabilidade de cada suspeito.

A investigação continua e deve avançar sobre os contratos firmados nos últimos anos, com foco no uso de verbas federais destinadas ao atendimento em saúde.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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